Olavo Bilac, poeta da bandeira brasileira

Olavo Bilac, nasceu no Rio de Janeiro em dezembro de 1865. Conhecido como o “Príncipe dos Poetas”, em um concurso promovido pela revista Fon-Fon 1907, Bilac foi também contista e jornalista. 

Na poesia, foi principal representante do Parnasianismo no Brasil, valorizando a composição dos poemas em sua forma se utilizando de rimas ricas e palavras raras. Em 1897, foi um dos fundadores e membro da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras.

Suas primeiras poesias foram publicadas em 1883, na Gazeta Acadêmica. No mesmo ano que se apaixonou por Amélia de Oliveira, e impedido de se casar, devido a sua vida de poeta boêmio.

No jornalismo, Bilac foi criador  e colaborador de diversos jornais e revistas, junto de grandes nomes como Machado de Assis, Raimundo Correia, Coelho Neto, e Aluísio Azevedo. Além desses nomes terem se tornado amigos, foram influências uns aos outros em âmbitos políticos e literários.

Em homenagem a Machado de Assis, após um ano de sua morte, foi realizada uma cerimônia na Academia Brasileira de Letras, tendo Olavo Bilac discursado: 

“Poucas palavras, poucas e carinhosas, devem ser ditas aqui, para que em tudo a comemoração seja digna do comemorado. Seria uma ofensa à memória do mestre qualquer manifestação que destoasse da sobriedade encantadora e do recato severo que governaram a sua vida artística e a sua vida íntima, a sua teoria literária e o seu estilo.” (Jornal da USP, 2019)

Bilac era republicano e nacionalista. Teve intensa participação na política, exercendo cargos públicos e tendo também como influência o pai, que era cirurgião do exército. Viajou pelo Brasil a fazer campanhas em prol da alfabetização e do serviço militar obrigatório. Em 1888, seu patriotismo o fez escrever a letra do “Hino à Bandeira.”    

Por se opôr ao governo de Floriano Peixoto, em 1893, ficou preso e exilado em Ouro Preto, Minas Gerais. Durante o exílio escreveu “O Caçador de Esmeraldas”.

Olavo Bilac faleceu de edema pulmonar e insuficiência cardíaca em sua cidade natal, no dia 28 de dezembro de 1918.

Salve, lindo pendão da esperança, Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem par destas matas, E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra etc.

Contemplando o teu vulto sagrado, Compreendemos o nosso dever;

E o Brasil, por seus filhos amado, Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra etc.

Sobre a imensa Nação Brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre, sagrada bandeira, Pavilhão da Justiça e do Amor! Recebe o afeto que se encerra etc.


Hino da Bandeira

Lyrics: Olavo Bilac 

Music: Francisco Braga


 Jornal da USP, 2019. < https://jornal.usp.br/cultura/livro-documenta-a-vida-postuma-de-machado-de-assis/>