“Inquietação”

Quem conversa conosco nessa edição do podcast Diáspora é o Alex Simiema. Alex é de Goiás no Brasil, já morou em Natal, Brasília, Califórnia, Londres, França, hoje ele reside em Lisboa, circulando também pela Áustria. Um nômade? Um desbravador? Ou seria uma certa inquietação da alma de um artista?

Além de poeta, é artista visual. Desde as linhas retas de suas poesias até as curvas de suas pinturas, ele sempre se preocupou como o clássico poderia se adequar aos tempos modernos e qual poderia ser sua participação nesse processo. Amante da arte urbana e um adepto de tricô contemporâneo, é diretor criativo do Brasil Mata Viva, movimento de conservação ambiental do qual é também fundador. 

Atualmente concorre a uma vaga na Academia de Belas-Artes Austríaca, participa de concursos de artes pelo mundo e prepara sua primeira exposição aberta ao público lisboeta, chamada Desconfinar-te.

“Algumas pessoas falam que as minhas cores berram. Eu quero meus quadros aos gritos.”

Neste bate-papo, Alex nos conta sobre sua rotina e processos artísticos, e o quanto é importante para ele que suas obras sejam explicitamente feitas por um artista brasileiro. BRASILEIRO, com letras garrafais; mesmo com toda a experiência vivida fora do Brasil, com toda a mistura de alguém que vive longe de casa e com um inglês impecável; Alex quer mostrar a identidade e a beleza do Brasil e do brasileiro pelo mundo afora.

“Eu gostaria de acreditar que o Brasil não é raíz, o Brasil é asa.”

Por ser imigrante, sabe que a possibilidade de perder a identidade é um dos medos intrínsecos nesta posição, mas Alex sempre foi uma mistura: possui sangue libanês, nasceu e foi criado na cultura potiguar e nordestina, foi exposto desde criança a músicas e literatura clássicas e sertaneja.

“A grande coisa que tiro dessa exposição ao mundo é que eu tive que aprender a respeitar o outro e a reconhecer a diferença cultural.”

Em suas artes, busca também retratar o seu amor e engajamento com a natureza e sua conservação, como uma extensão de seu ativismo ambiental. Alex nos conta sobre o Brasil Mata Viva, projeto ambiental que visa preservar e conservar a natureza sem que os produtores rurais sejam diretamente prejudicados.

Finalizamos a conversa na língua portuguesa com a leitura do poema “Carta aberta, jamais enviada,” e a partir do tempo 1:00 mudamos para o inglês.

Conversamos com os falantes da língua inglesa sobre os trabalhos de Alex na arte, no ativismo ambiental, sobre suas experiências nos lugares quais viveu e conheceu, em especial sobre Lisboa, onde Alex passou a quarentena e está com suas artes em exibição na casa Mitó.

Durante a quarentena Alex disse ter visto “uma Lisboa sem alma”, mas se utilizou de instrumentos artísticos para trazer à vida pessoas que passaram por ele em algum momento pré pandemia, além de ter resgatado e promovido reflexões sobre a inquietação da vida. 

Venha participar desta conversa!

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