Hilda Hilst

Hilda Hilst (1930-2004) foi uma poetisa, cronista, dramaturga e ficcionista brasileira. Filha de Apolônio de Almeida Prado Hilst fazendeiro de café e jornalista, e de Bedecilda Vaz Cardoso, imigrante portuguesa, Hilda foi uma das vozes literárias mais importantes do Brasil. 

Enigmática, mística, instigante, Hilda é capaz de surpreender o leitor com os temas que aborda em seus trabalhos, como solidão, morte, amor, a loucura, o misticismo, o amor erótico; sempre buscando essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem. 

Hilda se queixou ao longo de sua vida sobre o descaso e distância de editores e do público, tinha muito o que dizer e precisava ser lida.

Foi fortemente influenciada por James Joyce e Samuel Beckett, e essa influência aparece em temas e técnicas recorrentes em seus trabalhos como o fluxo de consciência e realidade fraturada.

Sua melhor amiga foi outra grande escritora brasileira, a Lygia Fagundes Telles, e hospedou em sua casa diversos escritores e artistas, como Bruno Tolentino e Caio Fernando Abreu. A Casa do Sol, como era chamada sua casa em Campinas, era um espaço pensado e criado por ela para ser um recanto de artistas e escritores, e foi onde viveu até sua morte, em 2004.

Hilda disse uma vez em uma entrevista:

“A poesia é um dom divino, uma febre física. É um tipo de êxtase que chega repentinamente e termina repentinamente.”



“Obscena Senhora D“, Hilda Hilst

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