Antonio Paes, de Olinda a Dublin

ANTONIO PAES, é de Olinda – Recife.

Antonio Paes atua nas áreas de arte e design, participou de exposições coletivas como o Arte em Toda Parte 2003 e 2010, XV Exposição de Arte do IMIP, fazendo sua individual em 2015. Desenvolveu o projeto gráfico para a Grife do Carnaval do Recife entre os anos de 2010 e 2012 junto a Bete Paes. Designer gráfico responsável pelo Espaço Interferência Janete Costa deste 2010. Artista selecionado para o Projeto Cow Parade Recife 2017. Artista participante da Exposição “Todas as mulheres do Mundo” – Plaza Shopping 2018. Artista participante da Feira Cria #4, Mercado Capitão ed. 05, Festival BOMBINI, Feira Cria #8, Oficina de Estêncil na Caixa Cultural Recife 2019, Oficina de Estêncil no Cais do Sertão 2019. Pintura de Caranguejo para o Shopping Rio Mar 2019. Participante da Exposição “Olinda, a cidade dos artistas” – Mercado Eufrásio Barbosa 2019.

“Comecei a andar pela cidade e desenhar a cidade.”

“Dublin, segundo semestre de 2015, viagem para o desconhecido, mundo novo, internacional, inglês: I studied English every day, mudança de vida, obrigações, responsabilidades, desenho.
 
Essa viagem marcou a minha vida, fiz de mim um artista naquela cidade desconhecida. Procurei logo onde morar e depois procurei logo uma loja de materiais artísticos. Comprei então uma tinta nankin, o pincel eu já tinha, levei do Brasil, e levei também uma caderneta em branco com lápis, caneta, e etc.
 
Então logo que cheguei eu já estava com material de desenho e desde o primeiro dia que eu pus os pés em Dublin comecei a desenhar. Fiquei no bairro chamado Seville Place em Dublin 2, um bom local para morar, perto do porto. Dai em diante comecei a estudar inglês e me envolver com as pessoas da minha sala e da minha casa e também com a cidade, fui me apaixonando pela arquitetura gótica, os letreiros dos pubs escritos com letras celtas, o mundo da arte e do design em Dublin, principalmente a arte celta, e o livro The book of Kells com suas iluminuras, foi daí que me inspirei para fazer desenhos bem detalhados e bem acabados.
 
Comecei a andar pela cidade e desenhar a cidade.
 
Sequencia de desenhos:
 
1.Dublin:
 
Sábado, 12 de Setembro de 2015.
 
Eu estava andando na beira do Rio Liffey e descobri que tinham uns bancos na beira do Rio, uma área de convivência com um banco bem grande de ponta a ponta na entrada de saída do espaço, dai entrei lá e sentei, tinha um lanche. fiquei olhando aqueles prédios, antigos, e comecei a desenhar. Lembro que antes de ir a Dublin eu estava fazendo muito desenho de observação, lembro que fiz muitos desenhos de observação nessa viagem, todos os que são de bares e bandas tocando ao vivo. É isso. Em dois dias eu fiz mais dois desenhos dessa série.
 
2.Cassidy’s:
 
Sábado, 29 de Agosto de 2015.
 
Nesse sábado eu estava sem ter o que fazer e resolvi ir na cidade descobrir novos lugares, na 27 Westmoreland e encontrei o Cassidy’s. Tomei uma cerveja, e fiz esse desenho, na hora uma moça sentou na minha frente e ai desenhei ela na cena, tratei de figurar todos os personagens da cena e copiar uma divisória de madeira esculpida presente na arquitetura do espaço.
 
3.Le Prechaun:
 
Quinta-feira, 22 de outubro de 2015.
 
Nesse dia eu estava fazendo esse desenho e estava lendo vendo imagens do Le Prechaun e descobrindo a importância desse personagem para os Irlandeses, então o desenho que eu estava fazendo não era o Leprechaun de Início, porque eu fiz um fundo com um grafismo que representa a musicalidade presente em Dublin, boates, música eletrônica e a música tradicional irlandesa, uma mistura de ritmos e valores diferentes numa mesma cidade, pulsante, e ai fiz uma muralha na cabeça do personagem central que ficou a cara do Le Prechaun, e isso repercutiu muito no que eu mesmo vivi, minha visão nessa cidade, como se eu me visse ali como Le Prechaun entre a música tradicional e a música eletrônica. 
 
4. Irish Eletronic Music:
 
Segunda-feira, 12 de outubro de 2015.
 
Esse desenho apresenta o mesmo tema, a representação da musicalidade presente em Dublin, a tradicional e a eletrônica. Vejo nesse desenho o retrato da Hall at the Moon e Dicey’s Garden. Boates da noitada Dublinense. Dança, pessoas, trocas, música, cerveja, diversão. Retrato de um estudando de intercambio em uma cidade desconhecida. Morando em uma nova casa, segurando sua barra, cuidando da própria vida. Música é vida!! “
 
 
por Antonio Paes
 
**
 
• Encontre mais trabalhos do Antonio:
@antoniopaesarteedesign.
https://cargocollective.com/antoniopaesarteedesign
 

2 thoughts on “Antonio Paes, de Olinda a Dublin

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *