Camila Alcântara, uma artista do Brasil para a Irlanda

Além da artista, Camila também é curadora e acredita que a arte tem o poder de transformar e reformular tudo o que existe.
Foto: Arquivo Pessoal 

Como convidada da revista Diáspora • literatura e artes, Camila Alcântara será representada como artista na primeira edição do encontro social Beyond Bananas and Samba, no dia 16 de novembro.

Esta exposição trará o espírito da conexão entre o Brasil e a Irlanda, trazendo um pouco da arte brasileira para Dublin.

Em suas coleções, algumas de suas inspirações são o feminino, a negritude e a Amazônia.

“Aura” • by Camila Alcântara

Camila Alcântara, natural de São Paulo, Brasil. Teve seu primeiro contato
com a Colagem foi na infância nas aulas de educação artística e depois, na
adolescência, quando criava capas para seus cadernos através de recortes dos mais variados universos, criando imagens e seres inusitados apenas por
diversão.

Iniciou faculdade de nutrição, mas não se identificou, logo, deixou a
faculdade e começou a fazer cursos na area de moda, voltados para o Styling e Produção. Nesse período trabalhou na Casa de Criadores (SP), também fez trabalhos para marcas de roupas, cosméticos, automóveis como Stylist, Produtora de Moda e Produtora Executiva.

Sempre se interessou pela história da arte, está incessantemente buscando
conhecimento na área através de cursos, livros e trocas com outros artistas.
Em 2017 voltou a se expressar através da Colagem e desde então segue
aprimorando e descobrindo novas técnicas. Sua arte é 100% analógica.

Além de artista, Camila também atua como curadora e acredita que a arte tem o poder de transformar e ressignificar tudo o que existe.

Recentemente, teve seu trabalho exibido na Exposição “Colagistas
Contemporâneos” no Rio de Janeiro – RJ, ao lado de outros artistas e numa
exposição individual no Coworking Moika Anticafé em São Paulo – SP.
Sendo mulher e negra, se aprofunda em narrativas sobre raça e gênero
usando a arte para questionar e retratar a sociedade que a cerca.


Inspirações:
“Meu processo criativo passa por pesquisas históricas, mas também por inspiração. Como as narrativas que apresentam são quase sempre femininas e negras, a maneira geral como minha experiência acaba sendo um guia. Nas minhas artes, muitas vezes você pode ver pessoas negras sendo retratadas, especialmente mulheres.
Uma obra sem título, indígena com uma frase no rosto, diz respeito ao período de queima na Floresta Amazônica, mas pode ir além, pois a frase escrita na arte nos convida a descobrir coisas novas. Normalmente, deixo meus trabalhos sem título para que não haja indução na interpretação do espectador. “


Siga-a no Instagram: @ camilaalcantara.art

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